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domingo, 13 de julho de 2008

Ilha de Miyajima

Já em Hiroshima, peguei o ônibus que levava para o ancoradouro.
Lá o ferry-boat (o ticket Japan Rail Pass é válido para a travessia, pois o trecho é também operado pela JR) nos levaria a ilha de Miyajima, na costa Sanyo e seu famoso Tori, chamado de Templo Flutuante.



É um lugar bem simpático e tem uma boa infra para o turismo, com cafés (no estilo europeu), restaurantes, trocentas lojinhas de souvenir, hotéis e pousadas, para atender ao público que visita os templos e as atrações da região. Uma opção agradável para quem não quer se hospedar em Hiroshima.


Ah, diz-se que dá má sorte morrer ou nascer na ilha (um aviso muito útil!), por este motivo não há cemitérios nem maternidades, já que a nenhum mortal é permitido nascer ou morrer nesse lugar. Mesmo quem mora na ilha de Miyajima, quando falece, é sepultado em cemitério em Hiroshima. Também é proibido o corte de árvores, dessa forma, é abundante a mata nativa, com numerosa fauna e flora, além dos cervos que vivem tranqüilamente no lugar.


Cadê as fotos do Tori flutuante?
Vou ficar devendo, a maré não colaborou desta vez.
Revoltado com a sorte e sem agüentar mais de calor, procurei abrigo em um caramanchão de madeira, junto com alguns monges pedintes, um condutor de riquichá e alguns veadinhos, que se ocupavam em perturbar os turistas.
Em pouco mais de quarenta minutos, vi algumas bolsas serem mordidas, sacolas rasgadas, sustos, perseguições e gritos histéricos, além de sorvetes derrubados e risos constrangidos.
No final, nenhum veadinho (ou turista) saiu ferido.


Ki calor é esse!! Ou 'Atsui desu ne' (Tá quente não?)

Apesar de me alertarem com antecedência, de que o calor no mês de Julho é senegalês, me parece que ninguém acredita que isso possa ser verdade (como eu) ou então as pessoas não estão dispostas a se render ao termômetro.

Neste mesmo clima, no Brasil veríamos pessoas de shorts, bermudas, camisetas e até sem camisa, mas aqui não é bem assim.

O povo não está vestido adequadamente para aproveitar o clima.
É mais uma proteção do que um prazer, um estorvo e não uma alegria.

A maioria dos homens insiste nas camisas de manga comprida e para moças e senhoras, longas mitenes (luvas sem dedos) protegendo os braços, chapéus de palha, bonés, e para alguns, o indefectível lenço molhado na careca.

Vi até véus! E sombrinhas, muita sombrinhas.

Bermuda aqui, mais do que qualquer outra lugar do mundo, é crachá de turista!