Por vezes, o que pode parecer para nós, algo que não merece tanta importância, para o japonês não passa desapercebido, pelo contrário.
Quando diante de uma dificuldade, ou de uma situação sem solução, pode esperar ouvir um ‘shooganai’, baixo, mas com ênfase.
Ao mesmo tempo que parece se confundir com uma declaração de impotência, difícil de assumir, há aquele sentimento de inaptidão.
É diferente do nosso, ‘é assim mesmo!’, que estamos acostumados e que não transfere pra quem diz, a culpa, é apenas uma queixa, mas inócua.
O ‘shooganai’ não.
E queixar-se não é algo bem visto entre os japoneses, é considerado uma fraqueza.
Então não reclame sobre o tempo chuvoso... diga apenas, shooganai.
quarta-feira, 16 de julho de 2008
O primeiro shooganai a gente nunca esquece
Tatuagem e a máfia
No Brasil já estamos acostumados com as tatuagens alheias. O que era visto como de gosto duvidoso, hoje é banal e independe da idade e classe social.
O mesmo não se dá no Japão.
Vi placas em estabelecimentos (na verdade, era uma casa de banho), que deixava claro a proibição de pessoas tatuadas.
Explica-se, pois nos paises asiáticos, a tatuagem é uma característica associada ainda ao crime, a contravenção, e de uso da conhecida máfia japonesa (yakusa).
Inferninhos em Beppu
Pela manhã fomos visitar dois jigokus (infernos).
O Umi-Jigoku, 'Oceano do inferno', água verde azulada envolta no vapor, e onde se pode comprar ovos que foram cozidos numa cesta mergulhada na água fervente.
Mais ou menos 93 graus centígrados.

O Chino-Ike-Jigoku, que tem nome de filme de horror, 'Inferno do Lago de Sangue', tem a água vermelha barrenta.
Como disse uma obachan (avózinha), o japonês pega um fenômeno da natureza, reveste de santidade xintoísta e cobra ingresso para o turista ver. É lógico, sem esquecer das lojinhas vendendo tudo que se possa imaginar, de espada samurai à roupa de ninja.
Em Beppu vemos coqueiros por toda parte, o que contribui para o clima ‘caliente’ segundo a guia.
Não sei onde ela aprendeu esta palavra... provavelmente numa aula de aeróbica.
O mais estranho sobre Beppu é a naturalidade com que os moradores da cidade convivem com verdadeiras mini-erupções vulcânicas.
Vi uma senhora, de quimono, cuidando do seu jardim, em frente de casa. Muito cuidadosamente ia podando uma roseira.
Atrás dela, de um montinho de pedras ao chão, brotava uma coluna de vapor.
Normal.
lista de coisas que tem no Japão e não tem em outros lugares
Telefones em toda parte, inclusive em lugares que você leva um susto por encontrar um telefone
Você está tomando banho e toca o telefone (aconteceu comigo) dentro do banheiro!
Eu não atendo!
Não sei, não parece... higiênico?
Imagino que seja para emergências.
Você fica sem papel higiênico e liga pro Brasil, para pedir pra alguém mandar para você.
-Aproveita manda provolone!
Lista de coisas que não vi no Japão
Além de queijo e carne (não conta carne de cavalo, ok?), praticamente não encontrei agências de correio. Nos hotéis onde perguntei, eles não recolhem cartas.
Bem estranho.
Também não vi animais soltos na rua, nem cães nem gatos, o que me levou a uma delirante e terrível resposta.
Outras culturas, outros cardápios.
Momotaro - O menino pêssego

Há muito tempo atrás, numa cidade remota, vivia um casal de velhinhos.
Eles nunca haviam tido filhos e isso deixava um grande vazio em seus corações.
Todos os dias o homem juntava lenha nas montanhas e sua esposa lavava roupas no rio.
Um dia, a mulher viu um pêssego enorme boiando no rio. Então ela pegou aquela fruta que parecia muito saborosa e levou para casa, para servir ao marido, assim que ele voltasse das montanhas.
Ao final do dia, o marido chegou e ficou muito contente ao ver aquele pêssego apetitoso.
Ela pegou um facão para cortar e ouviu seu marido, já com água na boca, dizer:
- Hum, deve estar suculento e saboroso!
Ao partir o pêssego ficaram assustados com o que encontraram:
Um menino muito forte, porém doce e meigo.
Achando ser um presente dos céus, o casal decidiu adotar o lindo garoto e seu nome seria: MOMOTARO (Menino Pêssego).
Momotaro cresceu forte e poderoso e já era considerado o mais forte na aldeia em que vivia.
Um dia, Momotaro ouviu falar sobre os monstros de Onigashima (Ilha do Demônio) que espalhava medo entre a população e roubava tudo que tinham.
Então pediu autorização aos pais para que pudesse ir a Onigashima e afastar os monstros.
A princípio seus pais ficaram assustados e não permitiram, mas de tanto Momotaro insistir, os pais acabaram cedendo.
Seus pais então fizeram uma trouxinha e colocaram deliciosos kibidangos (bolinhos) para que ele pudesse comer na viagem.
Na margem da aldeia, ele encontrou um cãozinho, que lhe perguntou:
- Para onde você está indo Momotaro? O que você carrega nesse saco?
- Eu estou indo para Onigashima! E aqui nessa trouxinha tem deliciosos kibidangos... Os melhores da região! Olha, se você me ajudar a afastar os monstros da ilha, eu te dou um, que tal?
O cãozinho com muita fome, aceitou e acompanhou Momotaro.
Mais à frente, encontraram um pavão que também aceitou acompanhar Momotaro em troca de um kibidango. Em seguida, encontraram um macaco que também aceitou unir-se a Momotaro em troca do melhor kibidango da região.
Momotaro, o cachorro, o macaco e o pavão pegaram um barco para ir à Onigashima.
Mas eles não conseguiam avistar a ilha, foi então que o pavão voou até o céu e indicou a direção. Quando finalmente chegaram a Onigashima, encontraram um castelo enorme, protegido por um grande portão. Só que estava trancado, bloqueando o caminho.
O macaco então, deu um salto, pulou para seu interior e abriu o portão.
Eles entraram e encontraram os monstros festejando, suas fisionomias eram estranhas e estavam todos bêbados.
Momotaro aproximou-se e disse:
- Eu sou Momotaro e nós estamos aqui para punir vocês por amedrontar a população de nossa cidade!
Os monstros então, achando graça, partiram para a luta.
Momotaro lutava com sua espada, o pavão bicava os monstros, o macaco pulava em cima e o cãozinho mordia suas pernas e braços.
Finalmente, os monstros se renderam e o líder, sentindo-se derrotado, caiu de joelhos diante de Momotaro.
Chorando e com a cabeça baixa, o monstro falou:
- Eu prometo que nunca mais iremos amedrontar a população e vamos devolver tudo que roubamos, mas por favor... eu imploro, não nos matem!
Momotaro decidiu poupar a vida dos monstros.
Carregou todos os pertences da população até o barco e voltaram para casa festejando, devolvendo assim, a paz às pessoas da aldeia.
(fonte site Pedacinho do Japão)
Para a lista de coisas que não vi no Japão
Chuveiro. Tem?
Eu sei que parece tolice, mas...só vi duchas penduradas na parede, mas não aquele chuveiro tradicional que conhecemos.
Sem dúvida as duchas são mais práticas, você leva a água até o local desejado, portanto é mais eficiente e econômica, você não precisa fazer malabarismos debaixo do chuveiro, evita desperdícios.
Será que dá pra cantar debaixo da ducha? O chuveiro deixa as mãos livres para você segurar o microfone invisível e soltar a voz...
Outra coisa que ainda não vi são toalhas de papel, dessas tipo lixa, que encontramos em banheiros públicos. Em qualquer lugar se encontra aquele secador elétrico que funciona bem para as mãos, mas e para o rosto? Como fica?
Outra coisa que não tem é brinde. A cultura do brinde não passou pelo Japão.
As pessoas nem entendem por que você pede uma caneta do hotel e não devolve depois.
Como assim? Deve se perguntar o japonês, a caneta é do hotel, tem o nome do hotel! Do hotel, certo?
Mas uma coisa que tem em toda parte aqui no Japão é telefone.
Tai, uma lista de COISAS QUE TEM NO JAPÂO E NÂO TEM EM OUTROS LUGARES
Sumô
O sumô é o esporte mais popular no Japão, apesar de enfrentar o crescente interesse das novas gerações por esportes ocidentais, como o baseboro e o futebol (não vou chamar golfe de esporte, ok?)
A explicação se dá talvez pelo sumô estar carregado de simbolismos, que se confundem com a história do pais. Existem registros de mais de 2.500 mil anos, falando sobre as lutas.
Se prestar atenção, se parece muito com uma luta entre dois ursos, que é o maior animal do Japão. Diz-se que o sumô começou como parte de cerimônias religiosas xintoístas e depois se tornou um evento a parte, como conhecemos, a partir do século 8.
No passado, golpes fatais eram permitidos e não raramente o perdedor morria.
Até hoje sobre a arena existe um telhadinho, lembrando um templo xintoísta.
Um rikishi (lutador) famoso tinha tanto status quanto um ministro e parece que até hoje é assim, basta ver o olhar dos japoneses diante de um yokozuna (o grau mais alto). Ele é reverencial, quase como se diante de uma entidade materializada, e não somente um homem de carne e osso (e muita gordura) vestindo fraldas (mawashi).
Hoje em dia, ocorrem seis torneios por ano, envolvendo em torno de 800 lutadores em seis categorias.Cada torneio (sumo-basho) se dá em uma cidade japonesa diferente e dura 15 dias.
Apesar do status de quase divindade, o salário de um lutador não é lá estas coisas, não se compara ao de um grande astro do basebol ou do futebol.
Apesar disso, cada lutador recebe casa, comida (muita comida) e roupa lavada, podendo se dedicar ao esporte sem precisar arcar com os custos.
A vida de um lutador é bem rigorosa, são os jovens aprendizes (12 a 15 anos de idade) que trabalham para os mais velhos, dentro de uma hierarquia rígida e inflexível. Vivem na e para a academia (beya). Vida social zero, sem noitadas em boates, festas ou agitos.
Para chegar nas divisões superiores são anos de dedicação, treino, serviço braçal e chanco-nabe, uma espécie de ensopado hiper-gorduroso que é a base da alimentação desses gigantes (e que não leva carne de quadrúpedes) . Para se ter idéia do trabalho de manter aquele corpinho, um lutador de sumô de 160 quilos consome em um dia, o que uma pessoa normal consome em uma semana!
Apenas os lutadores da primeira divisão ganham salários e podem usar aquele penteado especial, o oicho. A luta em si, não dura muitas vezes, nem 10 segundos.
O perdedor é aquele que cair ou tocar (com qualquer parte do corpo) fora do ringue de quatro metros e cinqüenta centímetros de diâmetro (dohyo).
Como o espaço é razoavelmente pequeno, e já que não há distinção por peso, nem sempre o mais pesado vence a luta. O juiz (com o leque à mão) decreta o vencedor e sua decisão é apoiada por mais 5 juizes e se necessário com a utilização de video-tape.
Apesar de ser um esporte milenar, o uso de tecnologia é aprovada pela comissão reguladora, desde 1969.
Outra diferença entre o sumo e as artes marciais conhecidas é que o juiz carrega um punhal cerimonial. Com ele deveria se matar ao proferir uma sentença errônea.
Não há registros de um juiz que o tenha usado. ( Já pensou se fosse no futebol brasileiro?)
No sumô são proibidos socos, puxões de cabelo e morder, o resto vale. Parece simples, mas existem quase 300 golpes aprovados em diversas técnicas.
Como no teatro Kabuki, mulheres não lutam ou tem qualquer tipo de participação que não seja na platéia, mas estrangeiros podem participar, desde que passem por todas as etapas de ordenação, como um autentico japonês.Já houveram campeões mongóis e havaianos, e atualmente quem faz grande sucesso é um búlgaro de 25 anos com o nome de Kotoocho (este ai embaixo!)


Assisti todas as suas lutas pela televisão, do torneio de verão de Nagoya, o último antes de Tokyo. Acabou conquistando o torneio do Imperador, com 14 vitórias e 1 única derrota.
Kotoosho faz grande sucesso e fora da arena é simpático, aparece nos comerciais de produtos com leite.


Glossário rápido do iniciante no Sumo:
Tchiri – Movimento feito antes das lutas para mostrar que os lutadores não escondem armas, eles batem as palmas das mãos duas vezes e abrem os braços deixando as palmas das mãos visíveis.
Dohyo – O ringue em que é disputado o Sumo, uma plataforma quadrada (com uma altura de 60cm) feita de terra batida com um grande círculo desenhado com aproximadamente 4,55 metros de diâmetro.
Mawashi – A vestimenta de todos os lutadores de Sumo, que lembra um tipo de fralda usada tanto nos treinamentos como nas competições (o uso de sunga debaixo do Mawashi é facultativo).
O-icho – Penteado usado por todos os lutadores, em torneios ou ocasiões formais.
Tikaramizu- Água especial, colocada numa tina de madeira ao lado do ringue, com a qual os lutadores matam a sede antes de cada confronto. Serve também como ritual para concentrar as energias dos competidores.
Rikishi - Lutador de Sumo.
Shio – Sal que fica num recipiente ao lado do ringue. Antes de cada confronto os próprios lutadores espalham o sal no ringue para purificá-lo, eliminar os maus espíritos.
Yokozuna – A mais alta posição que um lutador pode chegar. Normalmente são chamados como lendas vivas.
Tyon mague – Penteado (coques feitos no alto da cabeça dos lutadores) especial que só pode ser utilizado pelos Yokozunas. Somente eles tem autorização do imperador japonês para usar este penteado.
Gyoshi – Os árbitros das competições de Sumo que são ranqueados em oito níveis. Ele sobe no ranking de acordo com a idade e competência no Dohyo.
Dohyo Matsuri – Cerimônia xintoísta que abre qualquer evento de Sumo. Nela se homenageia os deuses e pede-se proteção e realização de boas colheitas.
(fonte: bushido-online)
Tsuru e gato
Bom-dia-boa-noite
Ligar do Japão para o Brasil, me faz lembrar o quão distante estou de casa.
Quando estou saindo para jantar, em casa, o povo está acabando de acordar. Ohayo então!
Na televisão do quarto do hotel (Mitsui Garden), o ataque de águas vivas (devem vir da China...) que assustam os banhistas no litoral.
E sumô.
Estou começando a ficar viciado em sumô.
O jardim Korakuen
Em 1687 o daimyo (senhor feudal) Ikeda Tsunamasa, ordenou que fosse construído um jardim que representasse o ápice daquela próspera época. Pronto em 1700, desde então preserva a mesma aparência, a área desses jardins ocupa 130 mil metros quadrados, sendo que 18 mil apenas de gramados.
É considerado o terceiro mais belo no mundo, o único no estilo Kaiyu, que significa que de um determinado ponto (um promenade) é possível se ver suas pontes, gramados, colinas, casas de chá, riachos, templos, etc. Além disso, seu jardim está em harmonia para representar distintamente todas as estações do ano, de forma distinta.
Foi a obra prima do governador Tsuda Nagatada, em um período conhecido pela idéia do 'sen-yu-koraku' ('trabalhe antes que todos, goze depois que todos').
Além de lugar de entretenimento para convidados importantes, (era aberto para pessoas comuns em datas festivas) serviu como centro de estudos militares e abrigou escolas de arte. Foi aberto definitivamente para visitação publica em 1884. O jardim, como a maioria dos monumentos e locais históricos japoneses, sofreu muito com os bombardeiros da segunda grande guerra e precisou ser restaurado a partir das pinturas e diagramas do período Edo.
Em 1952 foi tombado como propriedade cultural da humanidade.

No jardim também se encontra uma réplica do castelo de Okayama, conhecido como Castelo negro.


Deixando Beppu
BEBOP-BEPPU


Beppu é a terra do jazz.
Explica-se pela grande população de soldados americanos, já que mantinha uma base americana
nos anos 50. Músicos americanos como Oscar Peterson se apresentavam em Beppu, e desde então a fama de seus festivais de jazz, só fez crescer.
Beppu também foi onde cresceu, e começou carreira, a premiadíssima Toshiko Akiyoshi, considerada uma das maiores pianistas de jazz do mundo.
Os nossos escândalos são melhores
O maior escândalo do momento, pelo menos na televisão local, foi a descoberta de um esquema de suborno. Um pai pagou para que o filho fosse aprovado em um exame. O pai é um professor.
No Japão a profissão é bem remunerada, estável e muito bem vista ainda hoje.
É motivo de prestígio para alguém ser um professor.
Talvez um resquício do tempo em que os primeiros professores eram samurais que trocavam a espada pelo livro, e os campos de batalha pelas salas de aula.
Aiô Silver!
No hotel (Kamenoi), além do onsen (banho de fontes termais), onde os hóspedes podiam cozinhar por vontade própria, o lobby de entrada possuia uma grande variedade de artigos da região à venda.
Passei alguns minutos tentando entender alguns deles, confesso, sem muito sucesso.
Uma moça que atendia no caixa, me vendo perdido por alí, se aproximou e delicadamente esticou uma bandeja em minha direção.
Sobre ela, alguns filés de carne rosada, marmorizada e garfinhos.
Achei que seria má educação minha recusar e experimentei a ‘iguaria’.
Sashimi de carne de cavalo.
Nada mal, bem macia e quase adocicada.
(Nunca mais olharei para um cavalo com os mesmos olhos...)
Engrish
Com o fim da segunda guerra, a rendição e a invasão das tropas americanas (o Japão ainda é o pais que possui o maior número de tropas americanas baseadas), a língua inglesa passou a influenciar e mesmo a substituir algumas palavras.
Meu sensei dizia que se eu não soubesse o nome de algo, deveria buscar o nome em inglês e tentar pronunciá-lo como um 'japonês' faria.
E funciona!
É o caso de ‘basu’(ônibus), ‘biru’ (cerveja),’hoteru’ (hotel), ‘taberu’ (mesa), ‘burodin’(prédio), ‘apaato’(apartamento), e por ai vai.
Mas a intimidade com o inglês invasor, também leva a usos absurdos e totalmente sem sentido, mesmo para quem entende um mínimo de inglês, e a isto se chama ‘engrish’, uma interpretação de uma palavra em inglês. Alguns exemplos hilários no site ENGRISH .
Okanjo kudasai ! (A conta por favor!)
Apesar de ter gostado bastante de voltar a comer pizza, fiquei com vontade de conhecer um restaurante do tipo kaitenzushi. Quem sabe em Tóquio...
Adoro a comida japonesa (nihon shoku), e sei que aquela que estamos habituados no Brasil a chamar de 'japonesa', não é a que se come no Japão, não todos os dias.
O sushi por muito tempo foi considerado uma iguaria, apenas para ocasiões especiais e o
surgimento dos kaitenzuchis veio ajudar a mudar isso.
Kaitenzuchi são restaurantes que servem basicamente sushi, mas diferente do estilo tradicional que conhecemos (sushiya), no kaitenzushi os clientes escolhem os pratos que estão dispostos sobre uma esteira rolante (a velocidade é de +- 4 cm por segundo).
O número de pratos e as suas cores, determinam o valor a ser pago ao final.
A inspiração para a criação, em 1958, destes restaurantes, veio da esteira de uma fábrica de cerveja alemã. Hoje são quase 5 mil restaurantes deste tipo no Japão e a maioria adota o sistema econômico, ou seja, o prato mais barato sai por 100 ienes (105, com imposto incluido), mas não dá para esperar que por este preço, o peixe seja fresco, né?São basicamente um fast-food à moda japonesa.
Os tamboretes não incentivam os fregueses a permanecer muito tempo sentados, e o serviço rápido garante a rotatividade, conseqüentemente, mais clientes atendidos.
Cada freguês dispõe usualmente de um oshibori (uma toalha úmida para limpar as mãos), um pequeno recipiente para o molho de soja e a garrafinha de shoyo, tsume (um molho adocicado que fica muito bom com enguia), hashis descartáveis, um cardápio plastificado e gari (gengibre fatiado em vinagre). O sencha (chá) é de graça, e cada um se serve à vontade.













